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Custos de notário em imóvel usado: como eles se compõem
Os custos de notário em imóvel usado se dividem em imposto de transmissão, honorários tabelados e desembolsos: composição, caminhos de redução e ordem de grandeza.
Custos de notário: a expressão engana, porque designa sobretudo impostos. Em imóvel usado, o imposto de transmissão, recolhido pelo notário em nome do Estado e dos municípios e depois repassado, predomina largamente, bem à frente dos honorários propriamente ditos e dos desembolsos. É o comprador que paga o conjunto, no dia da assinatura, além do preço acertado com o vendedor. Nenhuma dessas rubricas se negocia, mas a base de cálculo pode, em certos casos e com comprovação, ser ajustada; uma ordem de grandeza confiável se obtém aliás com antecedência, e voltamos a isso no fim do guia.
Esta página se dirige a todo comprador de uma moradia usada situada na França, qualquer que seja a nacionalidade ou a residência: a composição dos custos não depende disso. Em compensação, todo o caminho de compra morando no exterior, financiamento, tributação pessoal, meios de pagamento, merece ser recolocado no contexto: é o objeto dos guias por país de residência do Jornal.
O que esconde a expressão « custos de notário »?
Três componentes se sobrepõem naquilo que todo mundo chama de custos de notário:
- O imposto de transmissão, em sentido amplo: direitos de registro e taxa de publicidade imobiliária, devidos por ocasião da venda de um imóvel usado. É de longe a parcela predominante, e ela não fica com o notário: ele a recolhe e a repassa.
- Os honorários do notário: a remuneração própria dele, calculada sobre o preço de venda segundo uma tabela regulamentada, idêntica para todos os notários da França. Nada se discute nessa rubrica, nem desconto nem acréscimo.
- Os desembolsos e as formalidades: os custos adiantados pelo notário em seu nome, documentos cadastrais, certidões, diligências diversas, refaturados pelo valor efetivo, e as formalidades previstas na tabela.
Em outras palavras, o notário fica com uma parcela limitada do que você paga: o essencial é tributário, e é por isso que se fala cada vez mais de « custos de aquisição », uma expressão mais justa. O demonstrativo detalhado é entregue a você e consta do processo: cada linha ali se confere, e vale muito a pena ler.
Usado ou novo: por que a composição muda?
No imóvel novo, o preço de venda em princípio já inclui o imposto sobre valor agregado, e os direitos de registro têm papel apagado. No usado, esse imposto não se soma ao preço, e é o imposto de transmissão que ocupa a frente do palco. A consequência prática é direta: com preço anunciado comparável, os custos de aquisição não têm o mesmo rosto conforme o imóvel seja novo ou usado, e comparar os dois com orçamento total idêntico não faz sentido.
As fronteiras também existem: uma aquisição com obras de acabamento, uma parte reformada recentemente, um imóvel ao mesmo tempo usado e novo por etapa. Nesses casos, é o notário que qualifica a operação e aplica o regime correspondente, parte por parte quando necessário. Daí o interesse de pedir o demonstrativo previsto assim que o projeto se precisa: a qualificação da operação se conhece antes da assinatura, não depois.
Quem paga esses custos, e em que momento?
É o comprador que suporta os custos de aquisição: eles se somam ao preço acertado com o vendedor e se pagam no dia da assinatura, nas mãos do notário, ao mesmo tempo que o saldo do preço. O notário emite um demonstrativo que recapitula cada linha, entrega a você antes da escritura para os valores a provisionar, e depois da escritura com os comprovantes definitivos.
Duas consequências práticas para quem compra do exterior:
- O caixa a mobilizar passa do preço anunciado, e ele precisa estar disponível no mesmo dia, em uma conta em euros ou facilmente convertível. Ter uma conta bancária de não residente prepara esse momento e evita conversões de última hora.
- O calendário das transferências se prepara: os recursos às vezes viajam devagar entre jurisdições, e o notário exige a presença efetiva deles no dia marcado, não uma promessa de transferência.
É possível reduzir esses custos no imóvel usado?
Nem o imposto de transmissão nem a tabela de honorários se negociam: a margem de manobra é estreita, mas existe, e passa pela base sobre a qual o imposto é calculado.
O caminho principal é o dos móveis. Um imóvel às vezes se vende mobiliado ou com equipamentos destacáveis da edificação: a parcela do preço que recai sobre esses móveis pode, sob condições, ficar fora da base do imposto de transmissão. Ainda é preciso que esse valor seja real e documentado: um inventário assinado pelas duas partes, notas fiscais ou, na falta delas, um laudo, e valores críveis diante do preço total. Uma valoração artificial não resiste ao exame da administração, que conhece bem essa alavanca e olha de perto.
Outras alavancas, mais modestas, existem conforme a operação: certas cláusulas ou qualificações influem na margem do demonstrativo final. Nenhum desses caminhos promete economia com número: eles se julgam processo por processo, com o notário, e sempre dentro das regras.
| Componente | Natureza | Flexível ou não |
|---|---|---|
| Direitos de registro e taxa de publicidade imobiliária | Imposto recolhido para o Estado e os municípios, predominante no usado | Não o imposto, mas a base pode ser ajustada por um inventário de móveis documentado |
| Honorários do notário | Remuneração calculada segundo tabela regulamentada | Não |
| Formalidades da escritura | Remunerações acessórias previstas na tabela | Não |
| Desembolsos | Custos adiantados em seu nome, refaturados | Pouco |
| Valor dos móveis | Parcela do preço que recai sobre bens destacáveis da edificação | Sim, com documentos probatórios |
Como obter uma ordem de grandeza antes de se comprometer?
O notário emite um demonstrativo previsto ao longo do processo, mas nada impede montar o orçamento antes, já na busca. O simulador de custos de aquisição dá uma ordem de grandeza conforme o preço visado e a natureza do imóvel, usado, novo ou misto: alguns instantes bastam para saber se um imóvel é alcançável com um orçamento dado, custos incluídos.
Dois hábitos depois puxam todo o processo para cima. Primeiro, inscrever os custos de aquisição no plano de financiamento desde o começo: eles fazem parte do custo real da compra, tanto quanto o preço, e um financiamento mal calibrado nesse ponto se paga em aperto de caixa. Depois, pedir o demonstrativo previsto do notário assim que a operação se precisa, e compará-lo com a simulação: uma diferença sempre se explica, e a explicação faz parte da decisão.
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Perguntas frequentes
Os custos de notário vão, na maior parte, para o notário?
No imóvel usado, a parcela predominante é formada por impostos de transmissão arrecadados em nome do Estado e dos entes locais, e depois repassados. Os honorários do notário, fixados por uma tabela regulada, representam apenas uma parte limitada.
Os custos de notário são diferentes para um comprador estrangeiro?
A composição é a mesma para todos os compradores: mesmos impostos, mesma tabela, mesmos desembolsos. Sua residência influi, em troca, em outros temas, financiamento e tributação pessoal, tratados nos guias por país de residência.
Como estimar esses custos antes mesmo de visitar?
Com o simulador de custos de aquisição, a partir do preço pretendido e do tipo de imóvel: o resultado dá uma base de orçamento, a refinar depois com a previsão detalhada do notário.